José Paulo Fafe

A viúva profissional

CADA DIA que passa convenço-me mais que se existisse prémio Nobel que galardoasse os chatos e insuportáveis, a D. Pilar del Río era uma forte candidata a ser escolhida pela Academia Sueca. Esta senhora, cuja profissão é hoje definitivamente a de “viúva”, tem uma enorme dificuldade em estar calada e, a propósito de tudo e mais alguma coisa e sempre que lhe põem um microfone à frente não resiste a dar a sua opinião. Hoje, conhecido o novo elenco governativo, eis que lá vem ela dar os habituais “bitaites” que têm tento despropositados como de imbecis. A propósito da passagem do primeiro aniversário da morte do seu marido, a D. Pilar resolveu dizer da sua justiça sobre a importância que os ministérios da Cultura e… da Economia (pasme-se!) deviam, possuir numa estrutura governamental. E o jornalista, certamente crente que a opinião da senhora era fundamental para todos nós reflectirmos profundamente sobre o tema, tão-pouco fugiu ao ridículo e – zás! – toca de puxar a afirmação para título. Que tristeza…

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