José Paulo Fafe

Vila Real de Santo António e a fusão de munícipios

CONHEÇO RAZOAVELMENTE bem Vila Real de Santo António e a região envolvente, bem como  alguns detalhes do nascimento dessa cidade por obra e graça do Marquês de Pombal que, num claro acto de afirmação de soberania, a mandou edificar nas margens do Guadiana. Talvez por isso mesmo – por conhecer a realidade daquele pedaço do sotavento algarvio –  não me surpreendo com a decisão da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António em recomendar ao governo a fusão do município com os concelhos de Alcoutim e Castro Marim, este último um verdadeiro “enclave” cuja existência não tem, à primeira vista, grande justificação. Vou mais longe: acho mesmo um excelente exemplo para uma reforma da administração local que, afinal, parece ter ficado apenas pelas freguesias e que pode – como se vê por esta proposta – ir bastante mais longe. Não é, como diz o presidente da câmara de Castro Marim, “uma brincadeira de mau gosto” – é, isso sim, uma prova de responsabilidade e maturidade. E por esse País fora existirão certamente muitos outros casos onde a fusão de municípios terá toda a justificação.

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