José Paulo Fafe

Um exercício de memória…

A FUGAZ e desastrada passagem de Marques Mendes pela liderança do PSD ficou marcada pelas sucessivas demissões e abandonos na sua entourage, onde rara era a semana onde não surgia alguém a bater a porta e a manifestar a sua desilusão pela forma e estilo de Mendes enquanto líder da oposição. Se não estou em erro, em Janeiro de 2006, o primeiro a fazê-lo foi Pedro Passos Coelho, então “número três” do partido e que não hesitou em pleno Conselho Nacional em manifestar a sua “descrença” na liderança social-democrata e consequentemente demitir-se da direcção laranja. Será que esse facto tem alguma coisa a ver com o tom com que semanalmente Marques Mendes comenta a actualidade política na TVI? Será que Mendes sente alguma necessidade de “ajustar contas” com o seu antigo vice-presidente por esse motivo? Perguntar não ofende, pois não?

3 ComentáriosDeixe um comentário

  • Mas há mais… Não foi convidado para o governo, apesar de ter posto a correr que tinha recusado ser o responsável pela “articulação política”; assistiu ao discreto regresso do seu vizinho Fernando Nogueira a um papel que ele sempre ambicionou; viu o nome de Bernardo Bairrão (o seu “patrãozinho” na TVI) ser vetado como secretário de Estado… Resta-lhe o consolo de ter conseguido encaixar à última hora o filho de Silva Peneda e seu antigo chefe de gabinete no governo. Valha-lhe isso…

  • “Homem pequenino ou e´ pequenino ou bailarino”. Velho ditado popular.
    Marques Mendes “dança” bem, conforme lhe ensinou o seu “mestre” Eurico de Melo.

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