José Paulo Fafe

Tão incomodados (e assustados…) que “eles” andam!

A PREVISÍVEL CANDIDATURA de Pedro Santana Lopes à Câmara Municipal de Lisboa anda a incomodar (ou será assustar?) muito boa gente. No seio dos socialistas, os mais fiéis ao putativo rival de Sócrates andam, de lupa em punho, numa autêntica lufa-lufa a esmiuçar a papelada de há uns anos atrás tentando encontrar um “deslize” por pequeno que seja de Santana Lopes enquanto autarca da capital. Mas andam com azar, coitados… E de tanto procurarem, ainda acabam por encontrar uma das muitas “trapalhadas” ( e que “trapalhadas”…) que caracterizaram os “consulados” socialistas de antanho, ou outros gastos à “tripa-forra” como os que recentemente levaram que fossem constituídos arguidos os membros de um conselho de administração de uma empresa municipal nomeada por esse grande vulto da ética política que responde pelo nome de Dra. Avillez Nogueira Pinto.
Mas não é só aos seguidores de Costa que este previsível regresso de Santana à praça do Município anda a tirar o sono. No PSD há um pequeno grupo de auto-intitulados “notáveis”, “barões” ou “baronetes” que a todo o custo tentam evitar o contributo que Santana Lopes logicamente dará à dinâmica do PSD no decurso das próximas autárquicas. Talvez temerosos que alguns negócios já em curso venham “por água abaixo” recorrem a tudo e mais alguma coisa para tentar condicionar Manuela Ferreira Leite e a sua decisão quanto à autarquia lisboeta. Então, este fim-de-semana foi demais, com aquela manipulação grosseira e bacoca de uma sondagem que nem o próprio “Expresso” (que a encomendou) teve a coragem de analisá-la em mais de umas míseras 22 linhas escondidas numa página par (a 10) e em que o “Diário de Notícias” consegue extrair a “rebuscada” (para não lhe chamar outra coisa, pela estima pessoal que me merece o autor da peça jornalística em causa…) conclusão que Passos Coelho estaria mais bem colocado que Santana Lopes para liderar uma candidatura do PSD à Câmara de Lisboa, omitindo e baralhando os números de uma sondagem.
E que curiosa, a destreza e lestidão com que esse “paradigma do lugar-comum” que dá pelo nome de Passos Coelho “montou” a mal-amanhada notícia, desdobrando-se – ele e os seus mentores – em “off’s” e “on’s” pretensamente reactivos e que só demonstram quem e porquê levou a cabo esta manhosa e manipulação. Disfarçam mesmo mal o incómodo que este provável regresso de Santana Lopes lhes provoca…

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