José Paulo Fafe

Sobre Pacheco Pereira…


INDISPENSÁVEL A leitura deste breve texto do embaixador Francisco Seixas da Costa no seu blogue “duas ou tres coisas” onde sob o título “Os novos ‘camaradas’” aborda com notável acuidade um certo “regresso às origens” de José Pacheco Pereira que, ao ritmo que vai nas suas tomadas de posição, arrisca-se a ultrapassar velozmente pela esquerda o seu colega de painel António Costa… Aqui fica, com a mais que merecida vénia: Ouvir Pacheco Pereira, como há pouco ouvi, considerar que o Partido Socialista não deveria ter-se associado ao modelo final da reforma do IRC, mesmo após a aceitação de algumas das suas principais propostas, apenas porque isso favorece a estratégia política da maioria, só não é uma surpresa porque os últimos meses fizeram emergir na política portuguesa um estranho fenómeno. Esse fenómeno é a sedução que a oposição tem pelo discurso, às vezes bem radical, de figuras que, sendo originárias desta maioria, alimentam hoje um discurso fortemente crítico do atual poder. Ironicamente, parece que os mesmos argumentos, quando assumidos por figuras próximas dos partidos conservadores, têm “mais encanto” e acabam mesmo por ter uma maior credibilidade. Não duvido que tenha sido a genuinidade da razão política que levou essas pessoas a mudar de ideias, confrontando assim as posições atuais dos partidos de que estiveram próximas. Mas, em alguns casos particulares, como que deteto na atitude desses novos “camaradas” da esquerda uma espécie de revanchismo que, não diminuindo a sua “utilidade” para a estratégia da oposição, não deixa de ser um tanto estranha. A mim, pelo menos, o fenómeno causa-me alguma incomodidade, devo confessar. Mas, se calhar, sou eu que estou a ser demasiado preciosista…“. Na mouche!

2 ComentáriosDeixe um comentário

  • É o retorno às origens ou, se quisermos, à “barriga da mãe”!A mim nunca me enganou não obstante o nome que ostenta ser digno do maior respeito pelos feitos heróicos dos seus antepassados que fizeram PORTUGAL por esse mundo fora. UMA VERGONHA!

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