José Paulo Fafe

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AO QUE PARECE, a Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, a mítica e insuspeita SEDES, actualmente liderada pelo antigo ministro das Finanças Luís Campos e Cunha, divulgou um documento onde, de forma clara, aponta o dedo ao governo, acusando-o de tomar decisões e anunciar medidas apenas e só por motivos eleitoralistas. Segundo o relatório da reputada SEDES, o executivo liderado por José Sócrates procedeu a uma inversão de rumo, após três anos que a associação reconheceu como sendo de “esforços de estabilização orçamental”. E dá alguns exemplos bem exemplificativos da forma como os socialistas estão a preparar meticulosamente a campanha eleitoral do próximo ano: “ênfase nos investimentos públicos”, “cedência à agitação social”, “baixas de impostos” e “a declaração do fim da crise orçamental”.
Por outro lado, quase paralelamente, Nuno Morais Sarmento, que cada dia mais se assume como um dos “homens-fortes” da nóvel liderança social-democrata, afirmou à Rádio Renascença ter gostado da “atitude” de José Sócrates na sua recente entrevista televisiva: “Está ali um primeiro-ministro que perante as dificuldades quer reagir. Isso é muito positivo”, defendeu o presidente do Conselho de Juridisção Nacional do PSD.

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