José Paulo Fafe

“Sampaiadas”, por António Borges de Carvalho

Com a mais que merecida e devida vénia, não resisto a escrever este post de António Borges de Carvalho no seu blogue “Irritado” (irritado.blogs.sapo.pt) e que merece cuidada e atenta leitura:

O magnífico, o extraordinário, o inacreditável Presidente que a III República teve e que dava pelo nome de Jorge Sampaio, ainda anda pelos jornais a tentar justificar o miserável golpe de estado constitucional que teve a lata de perpetrar há uns anos, abrindo o caminho à maior desgraça que, desde o 11 de Março de 1975, aconteceu à dita República: o consulado do senhor Pinto de Sousa, dito Sócrates.

Diz o espantoso político: “eu não demiti o governo, eu dissolvi a assembleia”. Grande novidade!

Logo a seguir, esclarece: “As instituições funcionavam, mas o governo era mau”.

Veja-se a lógica “constitucional” do tenebroso cérebro: como não gosto do governo mas não o posso demitir, dissolvo o Parlamento, e pronto, mato três coelhos de uma cajadada: dou um pontapé no cu da maioria, dou cabo do governo, e abro caminho aos meus amigos da esquerda que, agora, até estão reorganizados. Se a Constituição não prevê uma coisa destas, quero lá saber! Se há uma maioria parlamentar estável, que tenho eu com isso! Não gosto do Santana, e acabou-se. Os constituintes não queriam este tipo de abusos? Pois, sei disso tão bem como eles. E então? Então é preciso dar o poder à esquerda e o resto é conversa. Se calhar queriam que eu os deixasse governar! Não vêm que, se lhes desse tempo, até eram capazes de vir a fazer alguma coisa? Deixá-los prestigiar-se? Não queriam mais nada? Agora, que estão na mó de baixo – nem o Cavaco gosta deles – é que é de ferrar a arrochada. Pumba!

Demos ao homem o benefício da dúvida, coisa que não merece. A (má) consciência, lá no fundo, deve perturbar-lhe os neurónios. É capaz de haver, ainda, algum cantinho para o remorso naquela cabeça vesga. Por isso, de vez em quando, lá vem ele à liça, tentar aliviar-se”

1 comentárioDeixe um comentário

  • Essa de “quem não tem cão caça com um gato”,é uma mistificação.
    O adágio diz:
    Quem não tem cão caça como um gato.
    Que quer dizer;caça sózinho.

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