José Paulo Fafe

O texto de Carrilho

QUANDO EM 2004, em pleno governo de Santana Lopes, o então ministro Rui Gomes da Silva resolveu trazer à liça – a propósito dos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI – a questão da inexistência do chamado “contraditório”, ia caindo o Carmo e a Trindade… O País (o político, claro!) agitou-se, pediram-se cabeças, questionou-se mesmo a “liberdade de opinião” e até um senhor que estava então em Belém chegou ao ponto de receber em audiência o próprio professor, em jeito de pública condenação a Rui Gomes da Silva e de solidariedade com o então comentador da TVI. Os anos passaram, o exercício do “contraditório” começou a ser entendido como algo natural e muitos dos que então crucificaram Gomes da Silva e as suas teses, porventura esquecidos da sanha com que o zurziram, hoje são os principais arautos dessas mesmas teses. Não sei – porque não me recordo – qual a posição de Manuel Maria Carrilho sobre este tema em 2004. Mas não pude deixar de sorrir quando li o seu artigo no “Diário de Notícias” de sábado passado, especialmente o trecho intitulado “O equívoco do pluralismo”…

1 comentárioDeixe um comentário

  • O relatório da autoridade reguladora para a comunicação social é,nessa matéria,arrasador.
    Para Marcelo,Para Sampaio e para todos os que nesse tempo atacaram o Rui Gomes da Silva.
    Afinal,prova-se agora,Marcelo era comentador do PSD e existe a necessidade de contraditório.
    Cada vez acho mais que nem que o governo de Santana Lopes fosse o melhor do mundo tinha a minima hipótese de sucesso.
    Estava condenado á partida.
    Pela esquerda,pelos egoistas de centro direita e por uns “burros de Troia” emboscados no próprio PSD.

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