José Paulo Fafe

Mário Soares e a sua "bomba atómica"


A ENTRADA em cena de Mário Soares no confronto que opõe António Costa e António José Seguro pela liderança do Partido Socialista pode vir a ter um peso decisivo num desenlace final a favor do autarca lisboeta, especialmente agora que Seguro optou por uma estratégia que visivelmente pretende ganhar tempo para permitir-lhe continuar à frente dos socialistas. É que quem conhece bem Soares, aposta singelo contra dobrado que o velho líder socialista possui uma carta na manga que não hesitará em jogar de forma a arredar definitivamente Seguro da liderança dos socialistas: a sua própria demissão de militante. Considerada como “uma bomba atómica“, uma atitude desse género por parte de Soares faria pender definitivamente a balança a favor de Costa, mesmo que aparentemente fracturasse o partido num primeiro momento: “Se o Soares entrasse pelo Rato dentro para entregar o cartão de militante, o Seguro não aguentava duas horas na cadeira de líder…“, garante quem conhece (bem) os meandros de um partido que ainda possui uma ligação umbilical fortíssima com o seu fundador. E é essa a cartada que Soares não enjeitaria em jogar e que Costa tem como “trunfo” na guerra aberta que neste momento abriu pela liderança do Partido Socialista.

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