José Paulo Fafe

Portas: mais uma garotada…

O FACTO de Paulo Portas ter faltado à tomada de posse dos novos dois ministros do governo de que faz parte e de que é – apesar de  formalmente “número três” – a sua segunda figura, só pode surpreender quem não recorda, por exemplo, o penoso e revelador episódio em que, ao tomar posse em 2004 no governo presidido por Pedro Santana Lopes, simulou uma mais que estudada reacção de surpresa ao ser anunciado como ministro da Defesa e… dos Assuntos do Mar. São “números”, amuos e “fitas” que de tanto repetirem-se só confirmam que aquela pretensa pose de homem de estado esconde afinal uma (triste) faceta de garoto…

6 ComentáriosDeixe um comentário

  • completamente de acordo.
    aliás todo o comportamento dele e do CDS tem sido estarem com um pé fora e outro dentro não perdendo nenhuma oportunidade de beliscarem o governo.
    Não contentes com isso ainda rompem coligações autárquicas,como no Porto,para tentarem impedir o PSD de ganhar câmaras. Nesse aspecto bem fez o Cavaco que os meteu a todos no célebre taxi

  • Amigo ZPF
    Em desacordo.
    Tambêm com o estimado Luis Cirilo desta vez.
    Se Portas não esteve foi porque não pôde, assim como o dito número dois, o fantasma da “divina comédia” tambêm não estava.
    É verdade. Gaspar e Portas não puderam estar na “cerimónia”.
    Em relação ao CDS estar com um pé dentro e outro fora é natural.
    O PM já humilhou Portas em público três vezes que eu me tenha apercebido e o Governo faz tanto disparate em comunicação, política financeira e económica com um desemprego desenfreado e uma espiral recessiva de tal calibre que é natural que o Partido da coligação queira gritar “tirem-me daqui!!!!!!”
    Mas não saiu…Pois é…
    Essa é a grande verdade e Passos Coelho devia admirar Portas e o CDS por isso.Não o faz!!!
    É que o Governo passa e bem sem Gaspar….
    Como diz o outro, Gaspares “ele” há muitos por essas fábricas de móveis, por essas sapatarias, por essas caixas de Supermercado que têm milhares de Economistas desempregados da sua área a trabalhar, mas Portas só há um, o que segura este Governo.
    Sem Paulo Portas NÃO HÁ GOVERNO.
    Simple like that!
    Custa ler isto, eu sei…eu sei.
    Em relação ao Porto nunca houve problemas até agora e que eu saiba Rui Rio foi um excelente Presidente,ou não foi?
    Porque será que agora há problemas? hummm pois, já sei.Gaia….
    Nem tudo o que parece é e eu quando tenho dúvidas ligo à Maria Lisboa e ela diz logo logo tudo o que sabe. Ela…..ela sabe muito!!!

  • Amigo ZPF
    Segunda tentativa…

    Henrique Monteiro coloca muitíssimo bem o assunto:

    «O problema, do meu ponto de vista, é que por cá não nos habituámos a ter governos com mais de um partido e com mais de um interesse. Qualquer sinal de dissidência dentro do Governo é logo tido por crise grave. Um Governo é, para os media e provavelmente para a maioria dos portugueses, não algo operativo, como deve ser, mas algo programático, uma espécie de ‘Comité Central’ do país, onde todos têm de estar alinhados até ao pormenor.
    Se a falta de Portas quis mostrar algum distanciamento em relação à pífia remodelação que Passos fez no Governo, conseguiu-o. Mas isso é um problema? Porquê? Não é normal que PSD e CDS tenham perspetivas diferentes, sendo partidos diferentes?
    E o meu ponto é que isso é absolutamente normal. Um Governo formado por mais do que um partido (e também por independentes) tem, obviamente divergências. O CDS (bem como os independentes) não está no Governo para servir a estratégia do PSD ou de Passos, mas (pelo menos assim devia ser) para servir o país. Em Portugal, porém, persiste esta visão unitarista de tudo, em que as divergências, as opiniões diferentes, as diferenças de perspetivas são sempre vistas como algo gravíssimo.»
    No Reino Unido existe um Governo de coligação,como todos sabemos e os Liberais Democtaras votam muitas vezes no Parlamento, contra projectos de lei que não concordam ou vão contra a ideologia do Partido.Essa é a verdadeira democracia.ACEITAR VISÕES DISTINTAS DAS PESSOAS.

  • Olá Diogo…
    Desculpa meter-me contigo mas qualquer comparação com Pedro Santana Lopes e P.Coelho é pura coincidência.
    Um é genial na sua capacidade visionária, quase extra-sensorial, do mundo político que o rodeia, tem uma capacidade de se “reformar”,”renascer”,”reinventar” e é duma inteligência ás vezes até absurda,falo LOGICAMENTE de Santana Lopes e o outro…bom o outro é simplesmente o que está à vista…é Passos Coelho………………..

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