José Paulo Fafe

Pobre Lisboa!

EU SEI que até Macário Correia já foi candidato do PSD à Câmara de Lisboa. Lembro-me, é verdade, não estou a brincar! Como também me lembro que o inefável Carmona Rodrigues de má-memória também já liderou uma lista mal-amanhada por Marques Mendes, então à frente da S. Caetano e que só teve como objectivo tentar “matar” politicamente o seu antecessor no cargo de líder do PSD. Mas também me lembro que o PSD teve candidatos “à séria” como Marcelo Rebelo de Sousa e Pedro Santana Lopes – e aqui estamos (goste-se ou não de cada um deles) a falar de gente com peso, percurso e fundamentalmente com ideias. Um perdeu, outro ganhou uma vez e perdeu outra, mas uma coisa é certa: eram candidatos na verdadeira acepção da palavra, com programa, ideias, objectivos e sentido de serviço e dever público. Nenhum deles era um patetuço como esta criatura serôdia e parola, sem uma única ideia na cabeça   a não ser o das hipotéticas vantagens do “4-3-3” sobre o “3-4-2-1” no futebol e para quem a política é obviamente um meio e nunca um fim. Pobre e triste Lisboa! 

3 ComentáriosDeixe um comentário

  • Saudoso amigo ZPF
    De Lisboa muito às vezes vêm boas notícias.
    As “Grândola Vila Morena” cantadas a pleno pulmão a Passos na AR, a Relvas no Club de Pensadores se não estou em erro,e até nas ruas da Madrid e por Castelhanos, são exemplos.
    O “polémico” Paulo Portas a meter Gaspar na gaveta. Outra excelente notícia.
    Digam o que digam agora sim vê-se quem é realmente o Número 2 do Governo.
    Goste-se ou não da forma como o Dr. Portas lida com certos temas, a verdade é que,e quem o conhece sabe,não é fácil convencê-lo e só por isso vale a pena ver como vai a Troika gerir o contacto.
    Mas hoje recebi uma das melhores notícias das últimas décadas.
    A Dra. Cândida Almeida, que carece totalmente de apresentação, que esteve 12 longos anos num posto de importância extrema para a frágil ou quase nula, saúde democrática desde moribundo regime, foi despedida e ainda por cima com um processo de disciplina instaurado.
    Quando ouço o nome da Dra. Almeida associo, eu e milhões de portugueses, imediatamente ao nome de Pinto de Sousa, “o” Sócrates, e de como foram conduzidos todos os processos em que esteve o seu nome estampado, de como todas as pessoas envolvidas em investigações tão importantes para o povo português foram tratadas, o que disseram, o que fizeram, como algumas foram afastadas, como outras se comportaram.
    Nem necessito explicar como nem porquê pois basta fazermos nós uma pequena investigação na Internet, sentados no sofá em casa, para entender quem era quem e como foi feita a coisa.
    Se já tínhamos uma ideia forte de como estava a Justiça em Portugal, esses tempos vieram a confirmar-me o que pensávamos.
    Nunca mais posso esquecer o episódio das famosas escutas que “não eram nada importantes” e que ao não ser foram destruídas.
    Na altura ouvi Pacheco Pereira dizer na televisão que as tinha ouvido e tinha ficado em estado de choque pela forma como o ex-Primeiro Ministro falava e do que falava.Que o povo português as devia ouvir, tinha o direito de.
    Que se não se dessem a conhecer ao público as escutas, ele mesmo ameaçou divulga-las, se não me falha a memória.
    Como tudo em Portugal, ou quase tudo, ficou de molho, como o bacalhau fica esperando a noite de Natal….
    Os defensores de certa gente vem logo com a estória da politiquice. Se são de esquerda se de direita. Maria José Morgado é que eu saiba de esquerda e sempre tive pela senhora a máxima simpatia e respeito pelo seu trabalho e tentativas de limpar certas casas muito sujas, como o Futebol português.
    Espero que seja ela a substituir a Dra. Almeida que está de saída e a meu ver da forma mais humilhante jamais pensada.
    Não vejo, aliás, quem mais pode fazer esse trabalho bem feito e de forma independente.

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