José Paulo Fafe

Perguntar não ofende… ou será que sim?

DE FACTO, o chamado “caso Freeport” suscita variadíssimas perguntas e que, estranhamente, poucos fazem e ninguém responde. Aqui ficam algumas das muitas que recebi hoje num e-mail de alguém que está tão surpreendido quanto eu com este “assobiar para o lado” de muito boa gente que por aí pulula:
1. Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport?
2. Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi?
3. Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério do Ambiente, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido?
4. Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa?
5. Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos?
6. Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional?
7. Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido?
8. Porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo?

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