José Paulo Fafe

Pedro Santana Lopes

CONFESSO QUE temi o pior quando, ontem de manhã, vi a capa da revista do “Expresso” onde Pedro Santana Lopes surgia com o neto ao colo. Não pela fotografia em si, muito menos pelo que o antigo primeiro-ministro pudesse ter confessado ao jornalista que com ele conversou sobre o seu “outro lado” – mas sim porque não foram poucas as vezes em que Santana Lopes bem se deve ter arrependido de ter às vezes (só) entreaberto a sua intimidade a alguns “artistas da pena”. Mas, verdade seja dita, ao terminar de ler as duas páginas da “Única” assinadas pelo jornalista Bernardo Mendonça tive a certeza que aquele texto talvez tenha sido, até hoje, o que melhor define alguém que muitos teimam em inventar e apontar defeitos que não possui e a quem também se atribuem factos que nunca aconteceram e que objectivamente só o serviram para prejudicar e objectivamente assim beneficiar os protagonistas e artífices de estranhas e insólitas alianças que se formaram no nosso País.
A par de uma entrevista que em tempos Santana Lopes concedeu a Anabela Mota Ribeiro no extinto suplemento “DNA” do “Diário de Notícias”, o texto – escrito na primeira pessoa – da revista do “Expresso” de ontem é talvez o trabalho jornalístico que melhor revela o verdadeiro Pedro Santana Lopes nas suas múltiplas facetas – enquanto homem, político, pai, “pai de pai” (como ele diz), no fundo como ser humano. Sem rancores (que podia ter – e muitos…), sem pieguices, com uma simplicidade e verdade notáveis, acreditem que está ali o único Pedro Santana Lopes que existe. Palavra de quem sabe! – passe a imodéstia…

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