José Paulo Fafe

Pedro Santana Lopes

COM A devida vénia, não resisto a transcrever o mais recente post publicado por Pedro Santana Lopes no seu blogue (www.pedrosantanalopes.blogspot.com). Vale a pena ler – especialmente aqueles que, quais “virgens ofendidas” surgem agora muito implacáveis quando alguém “ousa” criticar a cínica postura presidencial ou a ziguezagueante estratégia da Rua de S. Caetano:
(…) será que todos os que entendemos que Portugal devia ser poupado a eleições agora, somos fãs do actual Primeiro-Ministro? Marcelo Rebelo de Sousa, Maria João Avilez e tantos outros? Só faltava ouvir esta. E, já agora, também: todos os que dizem que tudo isto foi uma manobra, uma cilada de José Sócrates, porque queria sair agora do poder, consideram adequado convergir nos seus propósitos?
Há muito tempo que defendo que José Sócrates devia ter saído do Poder. Há muito que defendo um Governo de Unidade Nacional. De preferência, chefiado por um independente que não se preocupasse com o resultado de futuras eleições, quando tivesse de tomar medidas difíceis e ainda mais duras. Consideram a opção correcta o PSD ter de arcar com as consequências desta governação de Sócrates?
Pelos vistos, há quem pense que sim. Daqui a uns tempos, se o PSD for chamado a governar, logo se poderá fazer a devida avaliação de todas essas decisões. É evidente que há dois tipos de avaliações: as que são feitas antes de as coisas acontecerem e as que são feitas depois. Há muitos especialistas a explicar as razões do falhanço das estratégias que defendem, já depois de elas não resultarem.
Ao contrário de outros, eu não estou nunca do lado do inimigo. Mas isso não me impede de pensar. E, sabem que mais? Não me impede de acertar muitas vezes. Só não consigo acertar na condição humana e adivinhar as traições… essa não é, definitivamente, a minha área.”

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