José Paulo Fafe

Palavra de leitor!


SOU AMIGO e admirador da Maria João Lopo de Carvalho. Amigo porque sim. Admirador porque a Maria João  é, para mim, uma das pessoas mais divertidas e saudavelmente inteligentes que conheço. Aqui entre nós, há uns anos atrás não gostei por aí além das primeiras coisas que li dela, se calhar por defeito meu ou porque me deixei levar por um “embrulho” onde a meteram e onde, quem a conhece, pouco ou nada tinha a ver com ela – pelo menos com a “Lopa” que eu vim a conhecer melhor mais tarde. Há dois anos, no meio das mil e uma coisas que consegue fazer ao mesmo tempo, a Maria João escreveu um romance notável que – claro… –  causou algum mau-estar naquelas mofentas criaturas para quem a literatura e a escrita é domínio apenas de uns quantos, ou seja, dos do costume: o “Marquesa da Alorna“. Grande livro! Como certamente será este “Padeira de Aljubarrota, mulher de armas e heroína de Portugal“, o último romance da Maria João e a que ela dedicou muito deste seu último ano e que amanhã vai estar finalmente nas livrarias. E não é por ser amigo e admirador da Maria João que o escrevo – é, isso, sim porque a Maria João é uma excelente escritora. Palavra de leitor!

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