José Paulo Fafe

O verdadeiro tiro pela culatra…

CONSIDERADO COMO um dos mais importantes legados da presença portuguesa em terras brasileiras, o imponente Forte Príncipe da Beira, situado em plena região amazónica e na margem do rio Guaporé, foi recentemente palco de uma cerimónia que, só por um triz, não acabou em tragédia e cujos pormenores são um segredo guardado a “sete chaves” pelo Itamaraty e pelo palácio das Necessidades, como se de um assunto de Estado se tratasse…
E tudo porque, no decurso da recepção com que as autoridades brasileiras resolveram homenagear o embaixador português em Brasília no passado dia 25 de Novembro, um dos canhões utilizados na salva de honra pura e simplesmente disparou… mas ao contrário, tendo os estilhaços do projéctil atingido alguns dos presentes, nomeadamente o embaixador João Salgueiro (ferido numa perna) e a sua mulher (Isabel Eça de Queirós), que chegou mesmo a sofrer uma fractura exposta num braço. Evacuados para Brasília num avião militar, os embaixadores portugueses ficaram internados no Hospital das Forças Armadas na capital brasileira e, algo inexplicavelmente, o caso tem sido tratado “com pinças”, tanto pelas autoridades portuguesas como brasileiras.

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