José Paulo Fafe

O sr. Blatter e o cardeal Montini, aliás Papa Paulo VI


INDEPENDENTEMENTE DA opinião pessoal que cada um tenha sobre o capitão da selecção nacional de futebol e o facto de sermos portugueses, acho que esta reacção quase unânime de repúdio e que roça mesmo algum histerismo colectivo às (reconheço) desbragadas declarações de Joseph Blatter (que por momentos deve ter-se esquecido que era presidente da FIFA)  é um bocadinho assim para o – como é que eu posso dizer sem que ninguém se ofenda…? – parola (vá lá…) e recorda outros tempos, aqueles em que o Estado Novo tocava a reunir quando além-fronteiras algum “forasteiro” (obviamente ao serviço de Moscovo e dos seus interesses…) atacava a Nação e a sua política multirracial.  Como, por exemplo, quando há 43 anos, o Papa Paulo VII recebeu em audiência no Vaticano os líderes dos três principais movimentos de libertação nacional que combatiam o colonialismo português – o PAIGC, a Frelimo e o MPLA, causando uma “onda” de indignação que o regime já de Caetano se encarregou de promover. Apesar das óbvias diferenças, dei por mim hoje a lembrar-me desse episódio ocorrido em 1970. Isto há cada coisa…

2 ComentáriosDeixe um comentário

  • Claro que é uma parolice, Blatter imitou Messi e Ronaldo, não denegriu qq imagem. Atiram-se ao tipo porque disse gostar mais de Messi, o que é normal ter opinião e ela foi-lhe perguntada.Se dissesse Ronaldo as virgens ficavam todas contentes.
    Quanto ao referir-se ao -outro- este -outro- foi mencionado pelo entrevistador. Ouçam bem o inglês.

  • Amigo ZPF
    Concordo com o estimado “opjj”.
    Alguêm que faça Ronaldo descer do seu burro de aldeia madeirense que já ninguêm aguenta tanta pirosada junta,para ser meigo.
    Sobre terrorismo,que pode ser de palavras:
    Como não confio na Justiça Portuguesa,nem um bocadinho,não faço comentário algum e vou-me limitar a transcrever uma conversa.
    Peço a atenção da Senhora Ministra da Justiça!!!!!!!

    “Durante o julgamento de um processo-crime por roubo de ouro no Algarve, num tribunal coletivo de Lisboa, um dos juízes-asa mandou calar o advogado de defesa, por diversas vezes, rematando que se queria este reclamar que fosse “queixar-se ao Totta”.
    O juíz-asa reage ao interrogatório que o advogado de defesa tenta fazer a um dos polícias que deteve o grupo de assaltantes. Ao fim de algum tempo e de não ver as suas perguntas respondidas, o advogado desiste dizendo que não é assim que se trata um processo penal.
    “Oh sôtor, tenha lá um bocadinho de respeito pelo tribunal e cale-se”, contrapõe o magistrado. Em resposta, o advogado chama-o a atenção do magistrado pela maneira como o manda calar e o este responde dizendo que está a ser inconveniente, repetindo várias vezes “cale-se”!
    “Eu já ando aqui há demasiado tempo, por isso o sôtor não me vai ensinar nada. Tenha lá descaramento e cale-se, isto assim é demais”, diz o magistrado.
    O advogado diz que não pode deixar passar em branco esta situação, ao que o juíz responde: “Dite! Dite para a ata e vá queixar-se ao Totta, pá”.
    A gravação áudio do julgamento foi divulgada por Marinho Pinto, no site da Ordem dos Advogados, o qual faz uma forte critica aos juízes e à forma como são tratados os advogados em tribunal.
    “A falta de urbanidade e respeito com que um asa do coletivo tratou o colega (advogado de defesa), depois de retirar abruptamente à juíza-presidente a competência de direção da audiência, dirigindo-se ao advogado aos berros e mandando-o ir queixar-se ao Totta”, é o destaque principal que o Bastonário dá ao episódio.
    Para Marinho Pinto, o Totta deve “mesmo” ser o único local onde o advogado se pode dirigir, “pois se ele se queixar ao Conselho Superior da Magistratura não adianta nada”.
    http://expresso.sapo.pt/dois-minutos-de-uma-estranha-atitude-do-juiz-em-tribunal=f838774#ixzz2jLwf1DoD

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