José Paulo Fafe

O “segredo” de Santana Lopes

DENTRO DO PSD, Pedro Santana Lopes (à excepção do fenómeno residual de Alberto João Jardim na Madeira) é o único que possui capital político próprio. Todos os outros valem, quando muito, o que o partido vale em cada momento – isto na melhor das hipóteses… Eleitoralmente, a nível nacional, Santana Lopes – him self – vale entre 7 e 12 por cento. “Soltem-no” por esse País fora, dêem-lhe espaço e logo verão os “estragos” que ele fará nos eleitorados do PSD, do CDS e até em algumas franjas socialistas. Por muito que isso custe à costumeira e pretensa inteligentzia nacional e a uns quantos “iluminados” que, por moda ou ao serviço de alguém, persistem em “zurzir-lhe” constantemente nas páginas da imprensa dita de referência.
Santana Lopes pode e deve personificar a “ruptura” que o PSD e o País necessitam. E como alguém dizia, o “segredo” da sua sobrevivência política está na capacidade de mobilizar esse voto de uma forma estruturada e positiva. Se for preciso, a “correr por fora”…

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  • Dia 4 de Dezembro de 1980, Restaurante “Tavares”:

    Francisco Sá Carneiro – Se ganhar o general Eanes, eu já declarei que não continuo no Governo. (…) Alguém no meu partido vai aceitar ser primeiro-ministro com o Eanes. Nessa altura, eu abandonarei o PSD e ficarei uns tempos fora da política, a deixá-los espetarem-se. (…) Não dou mais de 6 meses ou 1 ano a esse governo. O Eanes e o conselho da Revolução não o deixarão governar. Quando isso se tornar patente, eu atacarei em força, fundarei um novo partido, e estou certo de que as bases do PSD virão todas comigo.

    in, “Ao correr da Memória”, Diogo Freitas do Amaral, Bertrand, 2003, págs. 65 e 66.

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