José Paulo Fafe

O raio que os parta!



PARA QUEM, como eu, está longe e observa à distância o que se vai passando em Portugal, mentiria se não confessasse que as novas que me chegam desse lado do Atlântico provocam-me um misto de comiseração e repulsa, tal a imbecilidade que por aí vai grassando e a mediocridade que a olhos vistos toma conta desse País, hoje reduzido a estéreis, inócuas e pretensamente inteligentes discussões de “chacha” no Facebook, ridículas manifs de meia-dúzia de gatos pingados a pedirem cabeças de ministros e charges comparando o primeiro-ministro a Hitler e outras bojardas do género. No meio disto tudo, ainda surge um bispo que é assim como uma espécie de taxista em versão sacerdotal, daqueles que, de braço de fora e escarrando a torto e a direito, não param de dizer mal de tudo e de todos; uma imprensa que, salvo honrosas excepções, cada vez mais roça as fronteiras do “lixo” e até onde já se dá eco a uns quantos idiotas que questionam o facto da RTP pagar a gasolina a um seu qualquer director que tem um Porsche (dele, note-se!), em vez de andar “montado” num qualquer Audi comprado às custas do erário público; ou o prof. Marcelo a promover remodelações governamentais. Isto já para não falar dos abaixos-assinados –  da RTP, o do acordo ortográfico, o da Lei do Cinema, sempre promovidos pelos “profissionais” do costume, por aqueles que à falta de outras razões e talentos para surgirem, encontraram no protesto organizado o meio para dar nas vistas e se pavonearem entre uma pretensa elite cada vez mais onanista.

Enquanto isso, ou seja, enquanto estes energúmenos ocupam as páginas dos jornais e os noticiários televisivos, há quem tenha fome em Portugal. Raios os partam…

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