José Paulo Fafe

O nervosismo de António Costa

CONHEÇO HÁ pelo menos quarenta anos o actual presiente da Câmara de Lisboa António Costa. Não sei se chegámos a brincar ao índios e “cowboys” , a jogar à bola, ao berlinde ou à “apanhada”, mas lembro-me das muitas vezes que coincidimos, com os nossos pais, nas festas em casas de amigos comuns e das muitas horas que passámos juntos enquanto miúdos. Não sendo propriamente seu íntimo, conheço-o suficientemente bem para perceber que ultimamente ele está francamente nervoso. E não é pouco… Estive há momentos a ler parte da entrevista que concedeu este fim-de-semana à Rádio Comercial e ao “Correio da Manhã” e nem quis acreditar no tom usado, na irritação desmedida, na forma como trata e responde aos jornalistas, sempre com “sete pedras na mão”, usando e abusando de uma linguagem própria de alguém que se sente acossado, cercado, desconfiando de tudo e de todos. Já nem falo da parte referente às eleições para a Câmara de Lisboa (aí eu sou suspeito…), bastou-me ler a argumentação usada relativamente ao “caso Freeport” para perceber que o meu amigo António Costa está num estado que os portugueses definem com alguma graça como “à rasca”. Acontece…

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