José Paulo Fafe

O “monumental marialva”, segundo ele próprio

É DIFÍCIL dizer tanto disparate junto como faz, há anos a fio, Carlos Pinto Coelho, o “peão” escolhido para “testa-de-ferro” do projecto “Tele5” pelos seus inspiradores e verdadeiros promotores “escondidos de rabo de fora” e que – pasme-se… – numa entrevista dada este fim-de-semana ao semanário “Sol” se auto-intitula como “um marialva monumental”. Aliás, diga-se de passagem, a imprensa deste sábado é o que se pode chamar uma verdadeira “overdose” de Pinto Coelho e dos seus disparates… É que no “DN”, num daqueles inquéritos apatetados, o “garanhão” (perdão, o “monumental marialva”) confessa, entre outras coisas, que já por três vezes tentou convencer Manuel Alegre a escrever um novo hino nacional; que lê entre 25 e 27 livros por semana; ou que tem medo de si próprio (percebe-se…). Mas mesmo imperdível (até porque rir é coisa para a qual cada dia há menos motivos), é a tal entrevista ao “Sol”, onde o “D.Juan” (desculpem… “o monumental marialva”) descreve-nos a sua irresistível queda para a “conquista” e chega mesmo a elucidar-nos sobre as tácticas usadas para o chamado “engate”. Mas nessa entrevista, este “estraçalhador de corações” (perdão, “monumental marialva”) fala um pouco de tudo e até relembra o acidente que teve durante a sua passagem por Moçambique onde serviu sob as ordens do general Kaúlza de Arriaga. E conta-nos que, estando a dormir no avião militar em que seguia com o ministro do Exército, acordou estremunhado e, após tirar o cinto, caiu do avião que (diz ele) ainda não tinha aterrado: “Estatelei-me em frente ao general Kaúlza, que aguardava o ministro na passadeira vermelha(…)”, recorda. Independentemente do avião ter ou não aterrado, de ter ou não acordado estremunhado, fui “obrigado” a recordar uma entrevista que há muitos anos fiz ao general Kaulza na sua casa da Av. João XXI, ali frente ao “Moinho Vermelho”, e onde o simpático general, não conseguindo deixar de escapar um sorriso trocista, contou-me (a mim e aos leitores do “Tal&Qual”) sobre a excelente impressão que possuia de Pinto Coelho, quando este servira sob as suas ordens: “Trabalhou comigo e sempre foi muito prestável. Tão prestável, tão prestável, que um dia até partiu uma perna a saltar de um avião em andamento só para conseguir filmar-me a cumprimentar o ministro do Exército”… Depois de ter ouvido o general Kaulza há uns anos e de agora ter lido o inefável Pinto Coelho a relatar, de forma bem distinta o episódio, “cheira-me” (com todo o respeito pelo general e tendo em conta esta irresistível tendência para “catrapiscador” do “engatatão” – perdão “monumental marialva”) que o salto com o avião em andamento não teve outro propósito que a “exibição” dos seus dotes atléticos para alguma funcionária aeroportuária ou assistente de bordo…

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