José Paulo Fafe

O idiota útil


NO PORTO, lá mais para as bandas da Foz, um grupo de alegados “iluminados” (e onde pontifica um vulto que se arrisca a ficar na história pela facilidade com que emborca uns valentes whiskies e simultaneamente plagia à tripa forra para conseguir amanhar uns artigos que afinal não são seus…) entretêm-se – à falta de parceiros para o bridge ou canasta – a tentar encontrar alguma ingénua criatura que, deslumbrada pelo momentâneo e episódico acender dos holofotes, alinhe numa encenação pífia, sem sentido e à partida condenada ao fracasso de tentar impedir que alguém responsável por ter transformado Gaia de um pardieiro em cidade assuma por vontade popular a liderança de um Porto onde o exemplo vindo da outra margem é mais do que suficiente para garantir a vitória. 
Ao longo dos últimos meses a tarefa em encontrar quem se prestasse a esse papel não foi fácil, porque ninguém com dois dedos de testa aceitou tamanho encargo: o banqueiro lá lhes deu umas palmadinhas nas costas ao mesmo tempo que elegantemente os mandou dar uma volta ao bilhar grande; o economista, esse e apesar de ter sido ministro e tudo, perceberam a tempo que ninguém o conhecia; ao “justiceiro profissional”, apesar de ter publicado uns livros, feito umas aparições públicas e debitado um discurso que é assim uma espécie de “conversa de paragem de autocarro” um bocadinho mais elaborada, faltava-lhe arcaboiço político. Era urgente encontrar o chamado “idiota útil”… Resultado? Viraram-se para quem, já há alguns anos e em bicos de pés, frenética e pressurosamente se oferecia para o que quer que fosse, desde programas televisivos a hipotéticas futuras sucessões a prazo em lideranças  clubisticas, passando por secretarias de estado ou presidências de empresas municipais. Aí a coisa foi fácil, bastando piscar-lhe o olho, acenar-lhe com um protagonismo a que a criatura dificilmente resiste e prometer-lhe a vitória ali mesmo ao virar da esquina. E então não é que o rapaz acreditou, caindo que nem um patinho numa esparrela que só serve para o tal grupinho a quem falta um para fazer mesa de bridge tentar sobreviver sabe-se lá a quê?! E foi vê-lo encher o peito de ar, ajeitar-se no cadeirão em que tem andado sentado nos últimos anos, debitar mais uns lugares comuns e imaginar-se levado em ombros até ao cimo da Avenida dos Aliados, onde o povo o consagraria como presidente da Câmara. O que ele não esperava é que ontem, qual forcado, o homem vindo da outra margem tivesse saltado para a arena e lesto o citasse de largo, pronto para pegá-lo de caras e devolvê-lo aos curros sem honra nem glória…

25 ComentáriosDeixe um comentário

  • O Moreira da Associação Comercial?! Deixem-me rir! O homem nem da casa dele conseguiu tomar conta, quanto mais da câmara do Porto… Ahahahahahahahah

  • Marco Silva,
    Não fui eu que lhe chamei gago (achei piada a esse comentário) e não me parece que alguém lhe tenha chamado imbecil.

    Para quem não saiba que Vila Nova de Gaia é um dos municípios mais endividados do País, eu estava a ser irónico. Fiquei sem saber se a resposta do Marco é à ironia ou por não a ter percebido.

  • Vila Nova de Gaia tem uma das câmaras mais endividadas do pais. Fizeram lá a mesma receita do Sócrates no país.
    Agora querem endividar também o Porto, esta gente não aprende, só pensa mesmo nos seus interesses e nos seus negócios.

  • O doutor Fafe gostaria de ter o menezes na sua cidade? Pagamos aqui em Gaia a água ao dobro do preço do porto. As suas campanhas messalinas são bem conhecidas, com corujas negras e outras que tais

  • Não sei se Gaia está ou não endividada. O que eu sei é onde vivia à 12 anos e onde vivo hoje. E de certeza que não vai ser o sr. Rui Moreira a mando de uns gágás lá da praia do Molhe que vão endireitar o Porto.

  • Marco Silva,
    Até agora, não disse nada e as suas “respostas” apenas indicam que não tem nada para dizer. Nem sequer se percebe se defende a “obra” de Luis Filipe Menezes ou se condena a “gestão” criminosamente irresponsável do dinheiro que a Câmara não tem e que outros terão que pagar.

    De qualquer forma, a mera candidatura de Luis Filipe Menezes à Câmara do Porto é uma palhaçada, já que a Lei é bastante clara nos sentido de que ele não se pode candidatar. Só está por saber se será ele a (mais uma vez) fazer figura de palhaço ou se serão os tribunais a fazerem-nos a todos de palhaços.

  • Em resposta ao “anónimo” que me pergunta se gostava de ter Luís Filipe Menezes como presidente de Câmara da minha terra, deixe-me que lhe diga que não estivesse eu muito bem servido com Carlos Carreiras, não me importava mesmo nada…

    PS – E já agora, dispenso o “doutor”

    ZPF

  • quando o tribunal constitucional decretar que o doutor menezes nao pode concorrer, o dr fafe vai-se fazer amigo do dr. moreira… ou não será verdade? a não ser que o dr. moreira nãoesteja nessa…

  • Não sei se o “anónimo” é o mesmo ou outro, embora para o caso tanto faz… Indo ao que interessa: de um – do dr. Menezes sou amigo e há muitos anos; do outro, fica então a saber que o conheço minimamente e até prova em contrario sempre o considerei uma pessoa estimável. O que não impede que considere que esteja a fazer o papel ingénuo do “idiota útil” para gáudio de um grupelho de frustrados que compõem uma pseudo-elirte e cujo porta-voz é alguém que será recordado pela sua faceta de plagiador. Para que não restem dúvidas ao “sr. anónimo” estou a referir-me ao dr. Miguel Veiga. Estamos entendidos?
    Passe bem.
    ZPF

  • marco silva,
    Nem todos os que vivem em Gaia terão a mesma opinião sobre o trabalho de Luis Filipe Menezes. Assim, não basta viver em Gaia para “entender” seja o que fôr e continuar a dizer que sim só demonstra que não tem argumentos (ou coragem) para sustentar a sua posição (seja ela qual fôr).

    Enquanto insistir em não apresentar quaisquer argumentos e se limitar a mandar umas bocas, está de facto a fazer o papel de palhaço e já lhe dediquei mais tempo do que merece.

  • Sabe que mais ó Amado Lopes ou lá como você se chama? Vocemecê e os da sua laia vão mas é levar com o meneses que vai ser um mimo… Palram, palram, mas podem ir habituando-se.

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