José Paulo Fafe

Magno e o burro…


POR ENGANO (aliás só poderia ser mesmo por engano…) comprei hoje a  “Visão”. E apesar de considerar que a revista com que o dr. Balsemão gosta de “piscar o olho” a uma certa esquerda é um verdadeiro ninho de cabotinos e idiotas (salvo raras excepções – as tais que confirmam a regra…) lá me atrevi a dar uma olhadela a um ou outro texto. Deti-me então  no perfil de Carlos Magno, que está a ponto de ocupar a presidência da Entidade Reguladora da Comunicação Social e que, apesar de ter sido durante anos um verdadeiro “bombo da festa” dos seus colegas de ofício, foi sempre alguém por quem nutri alguma simpatia – quanto mais não fosse exactamente pelo facto de em tempos ter sido “moda” em certos círculos fazer “tiro ao Magno”…  Podia-se (ou pode-se) concordar, ou não, com o Carlos Magno, mas a verdade é que ele sempre pensou pela sua cabeça, nunca se preocupou em alinhar em folclores ou adoptar posturas “politicamente correctas”. Que às vezes era um bocadinho ridículo? ‘Tá bem – e quem não é (ou foi)? Que não escondia as suas simpatias políticas? Ainda bem! Bom, mas adiante… Vem isto a propósito de um episódio que a páginas tantas é contado sobre um “famoso” burro que, nos idos de 1995, foi entregue na redacção do Porto do “Expresso”, onde então Magno era figura de proa. Conta o próprio que o jumento em causa lhe teria sido oferecido porque ele teria descoberto que os rapazes da JSD inscreviam falsos militantes, de forma a alterar os cadernos eleitorais do PSD. Não, não foi por isso. O dito asno, comprado a uns ciganos que estavam acampados lá para os lados de Francelos, foi oferecido (e entregue na redacção da Av. Júlio Dinis) a Carlos Magno por uma razão completamente distinta – tão só e apenas pelo tom “desabrido” com que este, aos microfones da TSF, tinha comentado a apresentação da proposta de  programa de governo que o então candidato a primeiro-ministro Fernando Nogueira tinha feito naquela manhã no Hotel Ipanema Park, no Porto. Quais militantes falsos, quais quê! E mais: nem o burro estava “de boa saúde” (as pulgas eram aos milhares…), nem a funcionária do “Expresso” que abriu a porta e ficou com o animal na mão era mulher de qualquer secretário-geral do PSD – diz a revista que de Rui Rio. Não… O secretário-geral laranja de então chamava-se Azevedo Soares (cuja alcunha de “Comandante Zero” dizia tudo sobre a sua sagacidade) e Rio era apenas e só um excelente e trabalhador (diga-se de passagem) candidato a deputado pelo círculo do Porto. Escreve, conta (e diz) quem sabe! E já agora: Carlos, um abraço e boa-sorte!

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  • Estimado José Paulo.
    Interessante o teu artigo.
    É bom que pessoas como tu tenham a memória boa e fresca de coisas que nos passam aos comuns dos cidadãos.
    O que não me passa é a carta dos banqueiros à Europa e os comentários de Ricardo Salgado às regras que SIM vai ter que aguentar ou então mude de negócio que nos fazia um favor.
    Deixo mais um artigo que prova que a Irlanda fez bem em deixar cair os Bancos.
    Os nossos que andaram a roubar-nos ( apanhei o meu várias vezes e devolveram logo o dinheiro sem pestanejar (é o mal dos portugas, nunca olhamos para os extractos!!! )) e a jogar roleta nos “mercados” da vida sem supervisão de Constâncio durante décadas, agora, completamente à rasca, do alto da sua nojenta arrogância, mandam postas de pescada e tentam impor regras a quem lhe vai safar o traseiro.
    É realmente fantástico e devemos falar nisso até a exaustão.
    Pelo menos os que temos obrigação de!!!
    Aqui fica para os Banqueiros lerem e pensarem que era isto que a bem de Portugal devia acontecer cá também!!!:
    “Tres años después del colapso de los bancos islandeses, la economía de la isla se recupera y se erige como una prueba de que los Gobiernos, en lugar de rescatar a estas entidades, deberían dejarlas quebrar y proteger a los contribuyentes, según algunos analistas.
    En octubre de 2008, los tres grandes bancos islandeses fueron barridos por su exposición a la crisis de las hipotecas ‘subprime’, que días antes se cobró su mayor víctima con el banco estadounidense de inversiones Lehman Brothers.
    El Gobierno de Reikiavik los dejó quebrar y pidió un crédito de 2.250 millones de dólares al Fondo Monetario Internacional (FMI)…..”
    http://es.finance.yahoo.com/noticias/La-experiencia-islandesa-afp-599603361.html?x=0

    Em Itália a notícia da saída de Berlusconi serviu somente para que os juros da dívida Italiana continuassem a subir e passar a barreira dos 7%.
    A esquerda devia ter vergonha.
    A deles e a nossa…..Francamente..
    Ontem ouvi o “Secretário Geral” Comunista a comparar Portas com Margaret Hilda Thatcher e P. Coelho com Augusto José Pinochet.
    Jerónimo, amigo. Esqueceste-te que a ideologia que segues matou milhões e milhões de inocentes desde a anormal revolução de 1917 até à queda do muro de Berlim e segue matando de fome e frio, torturando de forma animalesca ainda hoje?
    Que defendes um País que nem sabe o que são direitos humanos como a China? Que adoras as leis ferozes Cubanas e abençoas o regime assassino da Coreia?
    Perdeste a noção das coisas Jerónimo?
    Tu que devias agradecer o dinheiro que recebes dum estado democrático que devia ter-te ilegalizado por apoio a ideologias extremas e ditadoras?
    Um partido que tem mais património que o PSD e CDS juntos? Que vomita compaixão pelos pobres e é riquíssimo?
    Porque não vendes tudo o que o Partido tem e dás aos mais necessitados?
    Odeio desonestidade intelectual e a vossa é frustrante.
    Já agora não consigo não falar do desapontamento de Cavaco que mais uma vez não foi recebido na sala oval…Coitadinho….Aquilo é um trauma que lhe deve consumir a alma…..
    Paulo Portas sempre atrás dele……
    Que saudades dos tempos do Independente, da querida(íssima) SENHORA Dra.Inêz Dentinho e dos artigos de um independente da altura, sem papas na língua, Paulo Portas.

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