José Paulo Fafe

José Ribeiro e Castro

POLITICAMENTE TENHO muito pouco a ver com o ainda deputado (e aqui o “ainda” tem mais que justificação…) José Ribeiro e Castro, com quem possuo aliás uma estória memorável ocorrida já há uns quantos anos lá para as bandas da Costa da Caparica por “culpa” da nossa comum amiga (e minha comadre) Inês Serra Lopes. Não sendo alguém que eu conheça por aí além tenho aprendido a ter uma crescente admiração no que diz respeito à sua actuação política. Especialmente por mostrar coragem em dizer o que pensa, em fazer o que acha que deve fazer – ainda por cima num partido onde  as figuras de proa sujeitam-se, venerandas e obedientes, aos amuos, birras e “números” de um líder que transpira egoísmo e egocentrismo. Ribeiro e Castro é porventura um dos últimos “históricos” do CDS, de que chegou mesmo a ser líder e curiosamente num momento em que o actual líder ensaiou e concretizou uma oportuna fuga. Recentemente, contra a corrente e sem qualquer chance de disputar o lugar, candidatou-se a líder parlamentar do seu partido. Teve um voto, possivelmente o seu. Mas mostrou uma coerência e uma coragem que porventura alguns dos seus colegas de bancada que, à boca pequena, já começam a zurzir no até há pouco incontestado líder, não tiveram. É essa mesma coragem e essa mesma coerência que fazem de Ribeiro e Castro um político à séria. E sério, diga-se de passagem.

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