José Paulo Fafe

Isaltino Morais


ANTES DE mais e para que fique bem claro: não conheço Isaltino Morais. Se o vi duas ou três vezes e se com ele troquei outros tantos “bom dia” ou “boa tarde” ao longo destes últimos 20 anos foi muito. Não sou seu amigo, conhecido, ou até “colega” nalguma actividade de índole mais “espiritual”. E vou mesmo mais longe: nunca foi alguém que me inspirasse grande simpatia pessoal, bem antes pelo contrário. Ponto final parágrafo.
Posto isto, assim a jeito de uma clara e inequívoca “declaração de (des)interesses”, não resisto a confessar que tenho assistido, incomodado e até algo enojado, a certos “movimentos” por parte de alguns que, tendo-o servido ao longo destas quase duas décadas com desvelo e veneração, hoje apressam-se a renegá-lo e a correr para os braços  dos que, à conta de acusações já gastas e repetidas,  lhe almejam a sucessão. É triste… Triste porque, independentemente de tudo, Isaltino Morais foi um grande presidente da câmara e transformou Oeiras no que é hoje; triste porque, a serem verdade as acusações que pendem sobre o hoje detido autarca, durante anos esses rumores e boatos correram céleres e foram sempre pronta e firmemente desmentidos por uma “guarda pretoriana” que hoje, ao que me contam, entrou grande parte agora em “deserção”; e triste também porque – ou muito me engano… – ainda hei-de, daqui a uns tempos e no que concerne à sucessão de Isaltino, lembrar-me daquele sábio provérbio do  “atrás de mim virá quem de mim bom fará“… Vai uma aposta?

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