José Paulo Fafe

Guiné-Bissau: vem aí Ramos Horta


O ANTIGO presidente timorense José Ramos Horta está a um passo de vir a ser o “homem-forte” da ONU em Bissau, numa nomeação que parece gerar algum consenso entre as várias facções existentes na cena política guineense, agora que o deposto Carlos Gomes Júnior está, cada dia que passa, a ficar mais isolado até dentro do seu próprio partido. Recorde-se que, em 2004, Ramos Horta chefiou a missão da CPLP que “fiscalizou” (sem grande sucesso, diga-se de passagem…) as eleições naquele país, quando sob o olhar cúmplice da comunidade internacional e do governo então chefiado por Durão Barroso, se sucederam as fraudes e as “chapeladas” por todo o território. Esperemos agora que o antigo mandatário timorense “emende a mão” e, pelo menos, não seja à semelhança do chefe da diplomacia portuguesa, um porta-voz dos interesses angolanos naquele país. É que para mandarete, já basta o que temos…

1 comentárioDeixe um comentário

  • Amigo ZPF
    Por cá todo o contrário…
    Ontem Miguel Relvas decidiu apoiar Seabra à Câmara de Lisboa.
    Ficou tudo em estado de choque pois ninguêm no seu perfeito juízo quer ficar ligado a esse nome.
    Marcelo que quase nunca diz nada agradável de se ouvir, hoje foi engraçado. Disse e bem que os políticos com a imagem suja não deviam apoiar ninguêm e considerou o apoio de Relvas como um “beijo de morte” ao ex de Sintra….Diz-me com quem andas…….

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