José Paulo Fafe

Guiné-Bissau: Portugal a ver navios…

APESAR DE (até!)próprio PAIGC já integrar o governo de transição, da União Africana ter vindo publicamente reconhecer os progressos que a situação política na Guiné-Bissau está a viver, de Angola estar a normalizar as relações com aquele país e a superar alguns “traumas” bem recentes, Paulo Portas insiste em que o governo português mantenha uma posição que inevitavelmente o conduz a situação que, sendo obviamente caricata, ameaça deixar o nosso País à margem do (muito) que está a ocorrer na Guiné-Bissau a nível de descoberta de recursos naturais. Isto já para não falar da presença  e influência a nível da língua e da cultura, campos em que diária e progressivamente Portugal está a perder terreno. Daqui a uns anos, quando Portas estiver longe, possivelmente já será tarde para inverter uma situação que ele próprio criou e que é lesiva dos interesses nacionais e que só responde às exigências de um primeiro-ministro deposto – Carlos Gomes Junior, “Cadogo” de má-memória, um “ás” em negociatas e uma figura que representa o pior que a Guiné conheceu em termos de corrupção  (e não só…) e que Portas não se cansa em apaparicar…

Começa a ser tempo que em Lisboa o primeiro-ministro abra os olhos e chame o seu ministro dos Negócios Estrangeiros “à pedra”. Birrrinhas, tenha-as lá o dr. Portas no Caldas ou onde bem lhe aprouver, mas que não brinque com coisas sérias. Já chega!

3 ComentáriosDeixe um comentário

  • Amigo ZPF
    NADA neste Governo é feito ( ou não ) por acaso. Se o “polvo” do aquário Sócrates era grandes este é “colossal”.
    Olhos abertos tem o actual PM mas só para o que lhe interessa.
    Garanto-te que se a situação com o Governo imposto pela força da nova Guiné é esta tem com a bênção do PM.

  • Meu caro Miguel,
    A forma como Portas se tem comportado neste dossier roça as fronteiras da irresponsabilidade. O que está em jogo é muito mais que agradar aos seus novos amigos angolanos (por muito jeito que isso lhe possa dar…, até porque estes já se entenderam com o novo poder de Bissau. É hipotecar a influência portuguesa numa antiga colónia, com tudo o que isso representa a nível ecomómico e cultural. Vou mais longe: é criminoso. E olha Migue, eu sei bem do que estou a falar… Abraço,
    ZPF

  • Amigo ZPF
    Sim,claro.Tens razão.Mas o que eu sublinho é que o PM sabe de sobra o que se passa e a avaliar pelos contornos e evolução do “problema” não só sabe como está de acordo porque no final de contas, o PM é ainda quem manda no Governo. ( pelo menos deveria ser assim….. )
    Não me parece que a Alemanha tambêm lhe dê ordens expressas ( que recebe dos USA ), como faz em tudo o resto, nas relações com as antigas colónias……

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