José Paulo Fafe

Baralha e torna a dar…


NO MÍNIMO curiosa a solução encontrada para o imbróglio que há muito se vivia na Controlinveste, a empresa detentora de títulos como os dos jornais “Diário de Notícias” e  “Jornal de Notícias” ou da rádio TSF. Uma solução há muito anunciada (e adiada), onde um até agora praticamente desconhecido empresário angolano inesperadamente foi jogado como “trunfo” numa “mão” onde surgem como cartas  um genro curiosamente cada vez menos discreto, um advogado que colecciona cargos de administração e dois bancos aflitos para se verem livres de uma dívida colossal. Mas à mesa, atrás de um Joaquim Oliveira que apenas empunha as cartas e finge jogar, a dar a táctica está certamente o amigo Manel que, após uma super-exposição pública e de um deslumbramento próprio de quem se encantou primeiro com os holofotes da política e depois com alta finança e as suas mais-valias, hoje está mais dado a sombras e à oportuna camuflagem proporcionada pela densa fumaça do charuto do seu amigo Oliveira. Veremos é se tudo isto não passará de um bluff

5 ComentáriosDeixe um comentário

  • muito bem descrita a operação.
    de facto em Portugal muda-se o acessório para preservar o essencial.
    Mas para ser o “crime” perfeito ´parece faltar alguém ligado ao PS. O Bloco central dos neg´cios sempre existiu.

  • Luis,

    Mas o PS está (in)directamente lá… Então o genro curiosamente cada vez menos discreto não afirmou publicamente há uns anos que tinha votado António Costa contra Pedro Santana Lopes? E o advogado que colecciona cargos de administração não é o advogado sempre de José Sócrates? E o “amigo Manel”, quando não precisava das fumaça do charuto do Oliveira para passar despercebido, não foi a “estrela convidada” do lançamento do “Menino de Oiro”? É isso mesmo…o bloco central dos interesses e dos negócios. E atenção agora à investida destas “melgas” sobre a Media Capital, ou seja, TVI… Abraço, ZP

  • Amigo ZPF
    Maneis à parte, há algo de MUITO errado na casa da democracia que necessita ser urgentemente modificado.
    Como? Eu diria que de qualquer maneira!!!!

    “SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL DOS DEPUTADOS PARA 2014 AUMENTAM 91,8%! A notícia é mesmo verdadeira e vem no Diário da República. O orçamento para o funcionamento da Assembleia da República foi já aprovado em 25 de Outubro passado, fomos ver e notámos logo, contudo já sem surpresa, que as despesas e os vencimentos previstos com os deputados e demais pessoal aumentam para 2014. Mais uma vez, como é já conhecido e sabido, a Assembleia da República dá o mau exemplo do despesismo público e, pelos vistos, não tem emenda. Em relação ao ano em curso de 2013, o Orçamento para o funcionamento da Assembleia da República para 2014 prevê um aumento global de 4,99% nos vencimentos dos deputados, passando estes de 9.803.084 € para 10.293.000,00 €. Mais estranho ainda é a verba relativa aos subsídios de férias de natal que, relativamente ao orçamento para o ano de 2013, beneficia de um aumento de 91,8%, passando, portanto, de 1.017.270,00 € no orçamento relativo a 2013 para 1.951.376,00 € no orçamento para 2014 (são 934.106,00 € a mais em relação ao ano anterior!). Este brutal aumento não tem mesmo qualquer explicação racional, ainda assim fomos consultar a respetiva legislação para ver a sua fórmula de cálculo e não vimos nenhuma alteração legal desde o ano de 2004, pelo que não conseguimos mesmo saber as causa e explicação para tanto.. Basta ir ao respetivo documento do orçamento da Assembleia da República para 2014 e, no capítulo das despesas, tomar atenção à rubrica 01.01.14, está lá para se ver. Já as despesas totais com remunerações certas e permanentes com a totalidade do pessoal, ou seja, os deputados, assistentes, secretárias e demais assessores, ao serviço da Assembleia da República aumentam 5,4%, somando o total € 44.484,054. Os partidos políticos também vão receber em 2014 a título de subvenção política e para campanhas eleitorais o montante de € 18.261.459. Os grupos parlamentares ainda recebem uma subvenção própria de 880.081,00 €, sendo a subvenção só para despesas de telefone e telemóveis a quantia de 200.945,00 €. É ver e espantar! Caso tenham dúvidas é só consultarem o D.R., 1.ª Série, n.º 226, de 21/11/2013, relativo ao orçamento de 2014, e o D.R., 1.ª Série, n.º 222, de 16/11/2012, relativamente ao orçamento de 2013. por Sérgio Passos http://euacuso.blogs.sapo.pt/

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