José Paulo Fafe

E pôr o rapazolas no banco, que tal?!

ACABEI DE ver (a muitos quilómetros de distância) o jogo que opôs a nossa selecção à Dinamarca. O facto de ter ficado satisfeito com o resultado, não me impede de constatar o que muitos, há muito, vem afirmando – a falta de classe e de categoria da selecção portuguesa, ou melhor, da maioria dos seus jogadores. 
Mas isso são contas de outro rosário… Até porque o desafio com os dinamarqueses só veio confirmar o que há muito penso sobre aquele que é apresentado como a “estrela” da equipa, que cada vez mais alia a vulgaridade à arrogância típica dos energúmenos. É que jogar mal ou menos bem, acontece a qualquer um; errar um passe, embrulhar-se num drible ou falhar um remate, é próprio de quem está lá dentro do campo. Agora, exibir sucessivamente aquele ar de “frete”, fazer esgares de descontentamento para os colegas por alegadamente não o “servirem” ou (mais grave!) alhear-se de celebrar os golos, mostra bem o carácter do rapazolas, sempre lesto a mandar os “gorilas” a atirar ao rio quem o interpela justamente pelo comportamento incorrecto que alardeia na noite lisboeta, mas bem pouco célere em exibir a humildade que caracteriza os grandes campeões. Sejamos claros: alguém tem de pôr esta “figurinha” na ordem – entenda-se sentá-lo no “banco”. Por muito que isso que isso custe ao outro (banco), é nestes momentos que se vê quem, de facto, é um verdadeiro líder. Por outras palavras é nestes momentos que podemos ter a certeza que  Paulo Bentoé quem sabe“. E não qualquer banco… Compreenditi?


PS – Já repararam que os grandes campeões são sempre unânimes e respeitados nos seus países? Olhem, por exemplo, agora o caso de Messi na Argentina. Ou de Nadal em Espanha. E no Brasil? Alguém discutia Airton Senna ou Pélé? Ou na Alemanha, Franz Beckenbauer? Já para não falar em França com Platini. Ou Magic Jonhson nos Estados Unidos. Pois é…

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