José Paulo Fafe

Campanha eleitoral no Brasil (XIV): a importância da “Avenida Brasil”


HÁ TRINTA e bastantes anos, “Gabriela” foi a primeira telenovela da “Globo” que a televisão portuguesa (na altura apenas existia a RTP…) exibiu. Estávamos, salvo erro, em 1976 e o País pura e simplesmente parava às oito e meia da noite, o horário em que o então denominado “primeiro canal” exibia – a preto e branco, é claro… – a adaptação televisiva do romance de Jorge Amado que a deslumbrante Sónia Braga então protagonizava. E quando digo que o País parava, parava mesmo – a ponto do próprio Conselho de Ministros muitas vezes ter  suspenso os seus trabalhos para que, na residência oficial de S. Bento, Mário Soares e os seus ministros pudessem seguir as deliciosas peripécias que tinham a cidade de Ilhéus como palco. Vem isto a propósito da decisão do PT em adiar o comício de campanha do seu candidato a prefeito de S. Paulo Fernando Haddad que estava previsto para sexta-feira à noite e que contaria mesmo com a presença da presidenta Dilma Rousseff.  O motivo? O facto de coincidir com a exibição do último episódio da telenovela “Avenida Brasil”, talvez o maior sucesso em termos de audiências da “Globo” dos últimos anos. Pelo sim pelo não e prevendo um comício “às moscas”, os estrategos da campanha de Haddad preferiram jogar pelo seguro e atrasar a realização do evento 24 horas…

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