José Paulo Fafe

António Capucho que me perdoe…

                                                                                                                       Foto: Jornal “i”

JÁ AQUI o disse e repito: possuo uma enorme consideração por António Capucho, que em boa-hora – já lá vão praticamente 12 anos – resgatou Cascais e os cascalenses de um longo e penoso “sequestro” e que, à frente de uma equipa que tirando um ou outro  apresta-se agora a ser reconduzida à frente da autarquia, protagonizou a restituição  a todos nós de um espírito e qualidade de vida que, ao longo dos anos, um bando de irresponsáveis  tentaram criminosamente destruir a mando de inconfessáveis interesses pessoais e económicos. 

E é exactamente por essa consideração, estima pessoal  e até gratidão que sinto enquanto cascalense que custa-me ver a obsessão com que ultimamente Capucho se desdobra em sucessivos ataques e críticas diárias a tudo o que lhe cheire a cor-de-laranja, numa triste tentativa de agradar a quem sempre disse dele o que Maomé não disse do toucinho e hipotecando um passado de que ele fez parte e no qual possui até algumas responsabilidades. 
Eu acredito que António Capucho não se reveja neste PSD – somos dois, vejam lá…; eu acredito que a António Capucho lhe custe ver alguns “artistas” (de terceira ou quarta categoria, realce-se…) a pôr e dispôr na S.Caetano; acredito que António Capucho não veja com bons olhos o seu partido tantas vezes sujeito às garotices de quem geralmente se porta mais como inimigo que como aliado; acredito mesmo que António Capucho tenha razões de queixa pessoais e se julgue merecedor de atenções e honrarias que, contrariamente ao que aspirava, não lhe foram concedidas. Pois é… acredito em tudo isso, do mesmo modo que acredito que António Capucho é um homem de bem e que a experiência de anos e anos na ribalta o ensinou a não deixar-se seduzir por atenções e palcos que mais não são que verdadeiros presentes envenenados. 
Para terminar: embora muitas vezes em “barricadas” contrárias, sempre vi António Capucho como alguém sensato, equilibrado (às vezes até excessivamente…) e responsável. Infelizmente não é essa a imagem que, encandeado pelos holofotes, Capucho está a mostrar nestes últimos meses, esquecendo-se muitas vezes de tudo e mais alguma coisa em que já esteve envolvido e entusiasmado,  hipotecando assim, através de uma precipitação que nunca foi sua, um passado de que se pode orgulhar. 
Ele que me perdoe, mas fica-lhe mal…

4 ComentáriosDeixe um comentário

  • que, à frente de uma equipa que tirando um ou outro s apresta-se”

    Presta-se a quê? pergunto eu que ao contrário de si que tento apenas resgatar a nossa lingua que se falava bem em Cascais, quando a Cultura era de Verdade e sempre me habituei a ler e escrever Bom Português. Releia e veja como escreveu “sempre habituei-me” Lindo! homem do resgate.
    cidadã cascaense
    Helena/CASCAIS

  • D. Helena/CASCAIS (sempre que vejo essas duas palavras juntas, lembro-me sempre da D. Helena que por aqui passou enquanto presidente da Câmara – livra!),

    Agradeço sensibilizado o seu cuidado quanto à “forma” (já devidamente corrigida e num dos casos apenas e só “desgralhada”…) e estranho que não tenha tido a honra de colher a sua opinião quanto ao conteúdo.
    Ficará certamente para a próxima.
    Grato,
    ZPF

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