José Paulo Fafe

Afinal, ele sabia tudo…


A EDIÇÃO de hoje do “Sol” noticia que, afinal e contrariamente ao que algumas luminárias puseram apressadamente a correr, Paulo Portas estava perfeitamente a par do convite feito pelo governo a Pedro Santana Lopes para que este fosse o próximo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Uma situação mais do que normal: nem Passos Coelho convidaria Santana Lopes sem comunicar ao seu parceiro de coligação, nem o próprio Santana deixaria de informar Portas do convite que lhe tinha sido feito. Só quem não os conhece – a Passos e a Santana. A dúvida que agora fica é sobre quem pôs a correr o contrário: se a entourage mais fiel ao líder centrista, sempre pronta a “mostrar serviço”, se alguém a quem Portas teria “prometido” o lugar depois de se ver preterido (ou preterida…) como membro do governo, se mesmo o próprio Portas para justificar o não cumprimento dessa promessa. Terá sido por isso Portas não se apressou a desmentir a notícia que o dava como desconhecedor do convite a Santana Lopes, deixando que passasse uma semana até tudo ficar esclarecido?


P.S. – A propósito de Paulo Portas, talvez não seja má ideia ler o “Política a sério” de José António Saraiva na página 3 do mesmo “Sol”. Desta vez o arquitecto acerta na mouche!

6 ComentáriosDeixe um comentário

  • Amigo JPF
    Mas é claro que não passa na cabeça de ninguêm um disparate desses.
    Infelizmente até o “I” já caiu na “prensa amarilla” que inventa o que lhe dá na real gana ( a lei nada faz contra isso ) para vender mais Jornalecos.
    “Coligação azeda” dizia o pobre Jornal….Coitados.
    Azedas estão as cabecinhas deles e depois dá isto.E por aqui me fico pois não quero ser ordinário.

  • “Othello, the Moor of Venice”, de William Shakespeare.
    É uma história que gira em torno de quatro personagens: Otelo (um general mouro que serve o reino de Veneza), Desdêmona (sua mulher), Cássio (seu tenente) e Iago (seu sub-oficial).
    Otelo, o general mouro de Veneza, é prisioneiro da cor de sua pele. Por seus dotes militares, é tolerado, mas não aceite pelos venezianos, que nutrem sentimentos racistas. Otelo está ciente desse preconceito e não se sente seguro. Para dissimular sua insegurança, comporta-se de modo grosseiro e impulsivo, a ponto de intimidar sua própria mulher, Desdêmona.
    A insegurança de Otelo faz com que seja receptivo às intrigas de Iago, que desperta seus ciúmes, insinuando um romance entre Desdêmona e Cássio. O ciúme intensifica-se ao longo da peça e culmina com o assassinato de Desdêmona pelo marido.
    O ciúme é um tema fundamental na tragédia, pois além do ciúme de Otelo por Desdêmona, temos o de Iago por Cássio, porque este tem um posto militar superior ao seu, e o de Rodrigo, cúmplice de Iago, por Otelo, porque está apaixonado por Desdêmona.
    É em Otelo que se encontra a mais genial – e certamente a mais popular – definição de ciúme: ciúme é um monstro de olhos verdes (a green-eyed monster).

  • Já não há pachorra para este tipo de números do dr. Portas. Será que ele ainda não percebeu que já ninguém o leva a sério? Nem os seus amigos e companheiros de partido, que começam a ficar fartos de tanta mentira, omissão e golpes infantis! Chega!

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