José Paulo Fafe

A “via autárquica” de José Sócrates


MESMO QUEM lhe é próximo, ainda não percebeu para onde quer “correr” hoje José Sócrates… Se para uma eventual candidatura presidencial; se para tentar um regresso ao palacete de S. Bento e que obviamente o obrigaria a passar por voltar ao largo do Rato; ou se para algum cargo europeu no caso do seu partido chegar ao poder. E esse “mistério”, mais que aos seus adversários externos, tem provocado algumas dores de cabeça dentro do seu próprio partido, onde os vários candidatos a candidatos tardam em assumir-se como tal, muito porque ainda não perceberam o que quer o antigo primeiro-ministro e como as suas “tropas” (que ainda são muitas e fiéis…) reagirão. E se Sócrates estivesse a pensar regressar à política activa através da Câmara Municipal de Lisboa? Alguém já pensou nisso? Já repararam como ele e o seu inner circle, não mexem uma única palha quando se fala numa eventual candidatura de António Costa a Belém ou à liderança partido e, assim, consequentemente ao cargo de primeiro-ministro? Sem querer fazer futurologia, nem armar-me em pitonisa (já bastaram as vezes que no “Tal&Qual” tive de alinhavar os mil e poucos caracteres que constituíam aquela rubrica da última página…), não tenho qualquer dúvida que em 2017, daqui a três anos e pouco, Sócrates seria um excelente candidato à autarquia da capital. Com (ainda) 60 anos, tendo abandonado há seis a política activa, o actual “comentador” televisivo possui o perfil ideal para os lisboetas (e são muitos) que acham que a capital há muitos anos que não sai da cepa torta. Um cenário rebuscado? Talvez. Mas não impossível…

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